Poucos animes dividiram tanto os fãs quanto Dragon Ball GT.
Lançado em 1996, ele nasceu com uma missão quase impossível: continuar a história de Goku sem Akira Toriyama diretamente à frente do roteiro.
O resultado foi controverso — uma série cheia de boas ideias, execução irregular, mas que ainda assim carrega um charme único e momentos inesquecíveis.
Mesmo com todos os altos e baixos, GT é a prova de que Dragon Ball não tem medo de arriscar.
O início de Dragon Ball GT remete diretamente ao espírito do anime clássico: Goku volta a ser criança após um desejo acidental feito com as Esferas do Dragão Negras, e parte em uma jornada pelo espaço com Pan e Trunks.
Essa escolha, embora criticada, tinha um propósito claro: resgatar o clima de exploração e humor da fase original.
No entanto, com o passar dos episódios, a série se transforma novamente — voltando ao estilo de batalhas épicas, mas com uma pegada mais sombria e dramática.
O arco dos Dragões Negros e a luta final contra Omega Shenlong são exemplos disso: visualmente poderosos e com um simbolismo forte sobre as consequências dos desejos e do uso excessivo das esferas.
GT pode não ter sido perfeito, mas teve coragem de explorar temas novos — algo que muitas séries evitam.
O ponto mais interessante de GT é como ele tenta dar novos papéis aos personagens clássicos:
Goku, de volta à infância, é um herói com inocência e sabedoria ao mesmo tempo — uma mistura que funciona melhor do que parece.
Pan traz energia e emoção, representando a nova geração dos Saiyajins e dando uma perspectiva mais humana à trama.
Trunks, mais maduro, é o equilíbrio entre ação e razão, mesmo que a série não tenha explorado todo o seu potencial.
Já Vegeta, com seu visual marcante e transformação em Super Saiyajin 4, mostra uma das evoluções mais icônicas de todo Dragon Ball.
E é impossível não citar o Super Saiyajin 4 — talvez a transformação mais estilosa e impactante visualmente da franquia.
Mesmo sem ser canônica, ela se tornou símbolo de uma era e ainda hoje é uma das favoritas dos fãs.
Os especiais de GT são, em grande parte, o que mantém a nostalgia viva.
O episódio final, mostrando o salto temporal de cem anos e o reencontro simbólico entre Goku e Shenlong, é um encerramento poético — talvez o mais emocional de toda a franquia.
Além disso, “A Lenda do Super Saiyajin 4” reforçou a estética única da série e manteve vivo o fascínio pelos personagens dessa fase.
Dragon Ball GT é, sem dúvida, a temporada mais imperfeita — mas também uma das mais corajosas.
Ela não teve o roteiro de Toriyama, mas teve coração.
Não foi aclamada, mas marcou profundamente quem cresceu assistindo.
Hoje, com o tempo, dá pra olhar pra GT com mais carinho: foi uma tentativa honesta de reinventar a franquia, e mesmo com seus tropeços, deixou legados poderosos — especialmente o Super Saiyajin 4 e o encerramento que até hoje emociona os fãs.
Se Dragon Ball Z foi o auge, GT foi o epílogo melancólico — aquele que encerra a história com lágrimas, nostalgia e uma trilha sonora que ainda arrepia.
✍️ Opinião do Editor: Dienes Diego
📅 Publicado em: outubro de 2025
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