Antes de novos deuses, realidades alternativas e poderes estratosféricos, Dragon Ball sempre brilhou quando abraçava o espírito puro da aventura.
Dragon Ball Daima chega como uma releitura inesperada – e ousada – desse sentimento clássico.
E talvez seja justamente por isso que ele desperte tanta curiosidade: é uma volta às raízes, mas com a maturidade de décadas de história.
Anunciado como um projeto especial para celebrar a franquia, Dragon Ball Daima traz uma proposta que foge ao padrão atual:
os personagens voltam a ser crianças e embarcam em uma jornada em um mundo diferente.
A princípio, pode parecer apenas uma estratégia para resgatar nostalgia, mas Daima tenta ir além.
mistério, com um universo desconhecido e regras próprias,
humor leve, remetendo ao Dragon Ball Clássico,
ação estilizada, com foco mais técnico e menos explosivo,
e, claro, aquela aura de aventura contínua, com descobertas a cada episódio.
O que impressiona é a tentativa de equilibrar modernidade visual com um ritmo mais descontraído, algo raramente explorado desde os anos 80.
Rejuvenescer todos os personagens principais pode soar arriscado, mas funciona melhor do que parece.
Goku, agora criança outra vez, volta a exibir inocência e instinto puro de aventura.
Vegeta, também jovem, traz uma versão mais descontraída do príncipe que sempre foi tão sério.
Kaioshins e outras divindades aparecem com papel mais marcante, reforçando o clima de mistério.
E antagonistas inéditos surgem com designs e motivações que remetem ao melhor da criatividade de Toriyama.
Mesmo com o visual infantil, a essência de cada personagem permanece intacta.
Daima não tenta substituir nada — nem Dragon Ball Super, nem a nostalgia do clássico.
Ele se coloca como um experimento divertido, quase um “universo paralelo” onde a franquia pode respirar e brincar novamente.
Os cenários são repletos de detalhes; as lutas são mais dinâmicas e limpas;
e a direção artística aposta em cores vibrantes e movimentos fluidos que combinam perfeitamente com o tom da obra.
É leve, é diferente, e justamente por isso conquista.
Dragon Ball Daima, ao meu ver, é um presente aos fãs.
Não é sobre escalas de poder, nem sobre cronologia — é sobre aventura, carisma e imaginação, pilares que construíram a identidade da série.
Ele nos lembra de que Dragon Ball não precisa ser sempre maior, mais sério ou mais épico.
Às vezes, tudo o que queremos é descobrir um novo mundo ao lado de Goku, rir, torcer e se surpreender.
Se Daima for lembrado no futuro, será não pela grandiosidade, mas pelo encanto sincero que entrega.
Opinião do Editor: Dienes Diego
Publicado em: dezembro de 2025
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