Opinião do Editor

O encanto atemporal de Dragon Ball Clássico

Antes dos Deuses da Destruição, das fusões e dos multiversos, existiu uma jornada simples — e mágica — chamada Dragon Ball.
O anime que deu início a tudo não era sobre batalhas cósmicas, mas sobre aventura, amizade e crescimento.
E é por isso que, mesmo depois de tantas sagas e transformações, o Dragon Ball Clássico continua sendo o coração da franquia.

A história que plantou a semente de uma lenda

Lançado em 1986, Dragon Ball mostrou um Goku completamente diferente do guerreiro que conheceríamos mais tarde.
Aqui, ele era um garoto puro, curioso e forte, vivendo num mundo cheio de criaturas bizarras, tecnologia futurista e humor inocente.
A busca pelas Esferas do Dragão ao lado de Bulma, Yamcha, Kuririn e Mestre Kame tinha um ritmo de aventura misturado com comédia, algo que a franquia nunca mais repetiu da mesma forma.

O que mais me impressiona é como a narrativa cresce junto com o público.
Começa leve, divertida, quase infantil — mas evolui até se tornar um shonen de respeito, com torneios tensos e batalhas marcantes, como as de Goku contra Piccolo Daimaoh e Piccolo Jr.
É como acompanhar a infância e adolescência do próprio herói, passo a passo.

Personagens: a alma verdadeira da obra

O ponto mais forte do Dragon Ball original é seu elenco.
Cada personagem tem uma identidade única e carisma natural — até os vilões.

  • Goku é a representação pura da curiosidade e da bondade.

  • Bulma é o cérebro que equilibra o grupo, com sua inteligência e humor ácido.

  • Kuririn, talvez o personagem humano mais humano de todos, é quem nos lembra do valor da amizade.

  • Mestre Kame, apesar das piadas, é o símbolo da sabedoria que guia Goku.

  • E Piccolo, o vilão que encerra o clássico, é o prenúncio da profundidade que a série ainda exploraria no futuro.

Esses personagens não são apenas parte de uma história — eles são o alicerce de tudo o que viria depois.

Os OVAs: pequenas joias esquecidas

Os OVAs de Dragon Ball clássico são pérolas que muitos fãs novos acabam ignorando.
Títulos como “A Lenda de Shenlong” e “A Bela Adormecida no Castelo do Diabo” trazem exatamente o espírito de aventura que definiu a primeira fase da série.
Eles não têm a grandiosidade dos filmes de Z, mas compensam com criatividade e charme.
São histórias que poderiam facilmente estar entre os episódios originais — leves, cheias de humor e com aquele toque de fantasia que só o Toriyama sabia misturar tão bem.

Conclusão: a essência que nunca envelhece

Dragon Ball Clássico é, na minha opinião, a fase mais autêntica de toda a saga.
Ele mostra o nascimento de um herói, o amadurecimento de uma ideia e o início de uma mitologia que conquistaria o mundo.
Assistir hoje é como revisitar uma época em que a simplicidade bastava — onde o poder não se media em níveis, mas em coragem, inocência e coração.

Mesmo depois de tantos anos, ainda é impossível não se emocionar com aquele pequeno garoto de rabo de macaco, subindo na Nuvem Voadora rumo a mais uma aventura.

✍️ Opinião do Editor: Dienes Diego
📅 Publicado em: agosto de 2025

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